quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Psicologia Organizacional

A primeira tentativa de selecionar pessoas de maneira científica data de 207 a.C., quando os funcionários da Dinastia Han, na China, criaram uma longa e detalhada descrição de cargos para funcionários. Mesmo assim, poucas contratações foram satisfatórias.

1918 - Walter Dill Scott / Seleção de Capitães;
1919 - Scott fundou uma empresa de consultoria;
1920 - Seleção de candidatos a emprego;
1927 - Trabalhos mais complexos, envolvendo relações humanas e motivação

No final do século XIX o Engenheiro Frederick Taylor exerceu grande influencia ao estudar longamente a produtividade de funcionários em industrias.
Os primeiros trabalhos relacionam-se as questões de desempenho no trabalho e eficiência nas organizações, atrelada aos interesses da industria.

1925 – Behaviorismo / Nos anos 20 e 30, as atividades dos psicólogos se estenderam ao treinamento dos profissionais e também as investigações de fatores ambientais que afetavam a produtividades. Vários desses estudos tinhas viés behaviorista.
B. F. Skinner argumenta que todos os comportamentos podem ser compreendidos como um resultado da aprendizagem e que, para predizer o comportamento, temos de examinar as forças ambientais.

No final dos anos 50, Douglas McGregor analisou comparativamente essas dimensões da subjetividade ao apresentar analise de duas teorias, a X e a Y.
A Teoria X funda-se na certeza de que o homem é, desde sempre, preguiçoso, desobediente. Nesse caso os trabalhadores precisam ser controlados, vigiados e, quando necessário, penalizados. A Teoria Y , entretanto, indica que, de acordo com o ambiente, o trabalhador pode ser intra-empreendedor, criativo, disciplinado e auto-orientado para atingir os objerivos da empresa, muitas vezes assumindo espontaneamente responsabilidade.

McGregor destacou que o atendimento de uma necessidade básica gera um efeito que logo desaparece. Uma efetiva prática motivadora, portanto, dependeria de intervenções na esfera da subjetividade, como o reconhecimento do empenho e a disponibilização de meios para o autorealizacao.

Entre as décadas de 70 e 80, as questões mais humanistas passaram a dominar os estudos de Psicologia Organizacional. Atenção voltava-se para a satisfação (ou não ) dos indivíduos com suas atividades dentro das organizações.

A partir dos anos 90, os avanços tecnológicos transformaram mais uma vez o mundo do trabalho. Em ritmo veloz, a velha sociedade do patrimônio físico, industrial e material começou a ceder a emergente sociedade do conhecimento: informática e digital.

2 comentários:

Fabiele disse...

Professor,
para McGregor existem duas teorias, x e y.
A teoria x pode-se dizer que o homem é, desde sempre, preguiçoso, desobediente. Nesse caso os trabalhadores precisam ser controlados e vigiados. Então veio um pensamento, se eu for muito democrático, deixando os colaboradores livres, tanto para dar a QVT para eles, mas eles sabendo do trabalho que terão que realizar, com isso eles não irão mostrar ser a teoria x? E se eu os controlar, vigiar, não irão ficar desmotivados pela pressão?

Gianfabio disse...

Fabiele,

A perspectiva X e Y sugerida por McGregor está relacionada com a percepção do Líder.
Um líder que sabe motivar sua equipe precisa ter visão sistêmica, tanto da organização, quanto de sua equipe. É indispensável que este profissional, além de desempenhar todas as atribuições citadas, saiba os impactos que elas provocam, e, ainda, desenvolva, estimule, proponha desafios, seja justo, dê feedback eficiente e constante, forneça propósito, direção e foco a seus liderados e consiga, acima de tudo, reter os talentos que fazem a diferença para o resultado da empresa.